a semente a morrer

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quando a prece é silêncio!
habito meu coração
as contas desse rosário
são espinhos expostos
apontando seus olhos

cada um escolhe a sua, a maior dor para expor no varal

há uma surdez nesse mundo tentando me engolir
meus sentidos hoje gritam,
junto com tanto barulho
há que se ouvir o próprio pranto

Con_fuso

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con_fuso

 


e sai assim
sem querer nada
a cor de noite, desbotada
pelo cinza das horas 
que a dor agendou
e fica aqui
sem pedir nada
nem raio de luz
nem gota de lágrima
viver perdida 
nessa ilusão
procurando pegadas
por distração
é surpreendida pela emoção
que ora acredita, ora não
e o sonho dorme
no meu coração